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Cafonice Intelectual

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Assistindo o DVD de Doces Bárbaros, (posteriormente dedicarei mais caracteres pra falar sobre), me deparo com Caetano, revoltado com a tentativa dos repórteres de trazerem a tona alguma diferença que pudesse existir entre os membros do grupo (Caetano, Gal, Bethanea e Gil), diz o seguinte:

Isso é uma Cafonice intelectual, uma ignorância.

Eu particularmente, adorei esse termo. Segundo o Dicionário Houaiss,

…Cafona é quem ou o que revela mau gosto, convencionalismo (’apego ao que é convencional’), pouca sofisticação ou pouco trato social…

Infelizmente é isso que temos visto na televisão atualmente, jornalistas famintos por uma notícia clichê. É como se em algum momento da história, alguém tivesse decretado que maioria da população só quer saber de briga entre artistas, quem traiu quem, e qual vai ser o final da novela das 20h!

Essa convenção, verdadeira em certos aspectos, foi na verdade imposta para omitir a verdadeira situação em que vivemos e nos dar a impressão que é mais importante saber “quem matou Thaís?” do que se tenho ou não dinheiro pra comprar leite de amanhã.

Ainda bem que conheço várias pessoas da área de Comunicação Social, que me parecem optar por uma abordagem da vida real, e não tornar a vida fictícia como parte essencial da realidade.

Não a cafonice intelectual!

Zoombido

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Muitas pessoas não assistem e/ou discrimina o Canal Brasil, algumas nunca se deram o trabalho de assistir, ou nunca ninguém lhe despertou o interesse, outras simplesmente pensam: é brasil, é lixo. Por mais que as coisas tenham mudado muito, infelizmente ainda há muito preconceito com as coisas “made in Brasil”.

Como não sou umas dessas pessoas, resolvi usar meu espaço pra ver se consigo ligar o botão da curiosidade de alguém.

Dentre os diversos programas interessantes deste canal, tem um que gosto de dar uma atenção especial, o Zoombido, um programa bem diferente, apresentado pelo cantor e compositor Paulinho Moska.

moska02.jpg

Ele recebe diversas personalidades da música brasileira e tenta “entre acordes e canções, desvendar o misterioso universo da criação musical”.

Ele deixa as pessoas bem a vontade num ambiente simples, porém bem original, onde ele faz perguntas clichês e não clichês que deixam os convidados a vontade pra falar com liberdade do processo de criação de suas músicas e de sua inspiração, intercalando isso a músicas instrumentais e/ou voz e violão, ele também tira fotos caleidoscópicas dos convidados, fotos que compõe uma exposição a cada fim de temporada do programa, por fim ele encerra o programa fazendo um “dueto” com o convidado.

A temporada atual chama-se “A canção é de ninguém”, canal 66 (Net TV) e canal 27(Tv a Cabo), nos horários: Quinta às 21h30, Horários alternativos:Sexta às 16h30, Domingo às 23h30 e Segunda às 11h00.

ZOOMBIDO é um documento vivo do processo de criação de uma canção, com seus mistérios, desafios, riscos e lapidações.

Quem quizer dá uma olhada nas fotos da primeira temporada do programa: http://paulinhomoska.multiply.com/photos/album/50

A dica está dada!

Novos Baianos!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Cada vez que escuto me encanto novamente!

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” Minha carne é de carnaval
O meu coração é igual

Aqueles que têm uma seta
e quatro letras de amor ”

tomze688ig.jpg

E, sem querer fazer aqueles lamentos de sempre “nasci na década errada” etc, etc… Eu realmente lamento não ter visto, sido parte, morrido, seja lá o que for nas décadas de 60/70. Mas já me conformei em estar viva nessa nossa era insossa, mas que apesar disso tem seu turbilhão tecnológico que vem me trazendo algum tipo de encantamento, mesmo que seja ligeiro e mutável a cada segundo.
Todo esse movimento da Tropicália ou influenciados por ela me trazem uma saudade de algo que não vivi, parece que eles tinham a capacidade de fazer com que sua música fosse captada e influenciasse todos os meus sentidos, fazendo com que eu me transportasse para uma era não vivida, é como se eu pudesse (em momentos de plena concentração e relaxamento, claro!) ouvir, tocar, cheirar, sentir o sabor de tudo aquilo que não pude presenciar mas que muito me prende a atenção e me deixa flutuar, Douglas Adams diz no guia do mochileiro das galáxias que: “Voar é a arte de errar o chão” eu completaria dizendo que “voar é a arte de errar o chão escutando os ícones da Tropicália”.

Vamos voar!

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