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Ventania

terça-feira, 11 de março de 2008

Esses dias passei por um acúmulo de informações que me fez despertar. Eu sabia o que fazer, como fazer e simplesmente estava imóvel, engessada numa sensação de inutilidade extrema.

Isso tudo por que as vezes a gente cansa de levar a vida e tenta ser levado pelo seu curso incerto. Mas eu não quero me cansar, quero ser um galho forte e de raízes profundas pra que seja difícil ser carregada por qualquer vento, correnteza ou neblina.

Quero a força que perdi quando pensei que sabia de tudo.Quero duvidar e procurar respostas, quero voltar a ser criança e me surpreender a cada passo. A pior coisa da “adultisse” é quando perdemos a capacidade de nos surpreender.

Por vezes me pego querendo ser nada. Como se a não existência pudesse tirar de mim o peso e a fadiga de ser viva. Queria poder como Fernando Pessoa, dizer:

“…Meu ser é a invisível curva / Traçada pelo som do vento…”

Mas, tendo em vista a impossibilidade de sublimar, continuo sendo.

Nem mais, nem menos do que eu mesma.

A ventania

Quadro de Anita Malfatti, A Ventania.

Assim Assado

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

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Hey boy! Eu gosto de mutantes demais nessa vida! It’s Very Nice pra xuxu! Baby!

Vez ou outra fico olhando uns vídeos deles, do Tempo no Tempo, 1968-1970, e eu me arrepio todinha, Bat macumba! É uma coisa incrível. Parece Mágica!

Como Caminhante Noturno que sou, olho O Relógio, e vejo que já é tarde então Vamos Tratar da Saúde, por que na Superfície do Planeta levamos uma Vida de Cachorro e amanhã vamos todos trabalhar!

Será que Todo mundo Pastou? Ave, Lúcifer! Espero que não!

E para o Grand Finale, digam a Lady,Lady aqui, quantas músicas de mutantes usei pra escrever esse post.

Eu Só Pendo em te ajudar! Está fácil demais!

Loucura pouca é Bobagem! Deixe entrar um pouco d’agua no seu quintal!

Tá Tudo Explodindo!

Haleluia!!!

Poemas…

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

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Contradição

O sol que aquece do frio,
é o mesmo que irrita no calor.

A chuva que atrapalha o trânsito,
é a mesma que nos lava a alma nos dias de tristeza…

O amor…
A maior felicidade
A maior dor.
Sentimento que me faz oscilar.

Me sinto a beira de um precipício,
quero saltar!
Mas meu pés parecem presos, amarrados por um medo.
Medo que eu quero descartar…

Porque sempre evitar dizer o que se sente?
Se as janelas da alma - os olhos -
Nos entregam.
Gritam em meio ao silêncio.
Torna visível o que tentamos evitar.

E no meio disso tudo,

Ele olha pra mim.
Ele ler minha alma.
Me deixa despida de receios,
me desconcerta…

A.A.E.D

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