
Em 11.03.2008 às 11:46 por Aninha D'Aguiar
Esses dias passei por um acúmulo de informações que me fez despertar. Eu sabia o que fazer, como fazer e simplesmente estava imóvel, engessada numa sensação de inutilidade extrema.
Isso tudo por que as vezes a gente cansa de levar a vida e tenta ser levado pelo seu curso incerto. Mas eu não quero me cansar, quero ser um galho forte e de raízes profundas pra que seja difícil ser carregada por qualquer vento, correnteza ou neblina.
Quero a força que perdi quando pensei que sabia de tudo.Quero duvidar e procurar respostas, quero voltar a ser criança e me surpreender a cada passo. A pior coisa da “adultisse” é quando perdemos a capacidade de nos surpreender.
Por vezes me pego querendo ser nada. Como se a não existência pudesse tirar de mim o peso e a fadiga de ser viva. Queria poder como Fernando Pessoa, dizer:
“…Meu ser é a invisível curva / Traçada pelo som do vento…”
Mas, tendo em vista a impossibilidade de sublimar, continuo sendo.
Nem mais, nem menos do que eu mesma.

Quadro de Anita Malfatti, A Ventania.

Em 15.02.2008 às 9:36 por Aninha D'Aguiar

Hey boy! Eu gosto de mutantes demais nessa vida! It’s Very Nice pra xuxu! Baby!
Vez ou outra fico olhando uns vídeos deles, do Tempo no Tempo, 1968-1970, e eu me arrepio todinha, Bat macumba! É uma coisa incrível. Parece Mágica!
Como Caminhante Noturno que sou, olho O Relógio, e vejo que já é tarde então Vamos Tratar da Saúde, por que na Superfície do Planeta levamos uma Vida de Cachorro e amanhã vamos todos trabalhar!
Será que Todo mundo Pastou? Ave, Lúcifer! Espero que não!
E para o Grand Finale, digam a Lady,Lady aqui, quantas músicas de mutantes usei pra escrever esse post.
Eu Só Pendo em te ajudar! Está fácil demais!
Loucura pouca é Bobagem! Deixe entrar um pouco d’agua no seu quintal!
Tá Tudo Explodindo!
Haleluia!!!

Em 17.01.2008 às 10:45 por Aninha D'Aguiar

Contradição
O sol que aquece do frio,
é o mesmo que irrita no calor.
A chuva que atrapalha o trânsito,
é a mesma que nos lava a alma nos dias de tristeza…
O amor…
A maior felicidade
A maior dor.
Sentimento que me faz oscilar.
Me sinto a beira de um precipício,
quero saltar!
Mas meu pés parecem presos, amarrados por um medo.
Medo que eu quero descartar…
Porque sempre evitar dizer o que se sente?
Se as janelas da alma - os olhos -
Nos entregam.
Gritam em meio ao silêncio.
Torna visível o que tentamos evitar.
E no meio disso tudo,
Ele olha pra mim.
Ele ler minha alma.
Me deixa despida de receios,
me desconcerta…
A.A.E.D